EMPREGABILIDADE E EXPECTATIVAS EMPRESARIAIS: REFORMA CURRICULAR NO IPGEST
DOI :
https://doi.org/10.65754/0tp99824Mots-clés :
empregabilidade; ensino superior; reforma curricular; competências; parceria universidade-empresa.Résumé
Propósito: analisar a adequação das ofertas formativas do Instituto Politécnico de Gestão, Logística e Transportes (IPGEST) às expectativas de empresas parceiras e fundamentar uma reforma curricular orientada por competências. Metodologia: realizou-se um estudo descritivo e exploratório de métodos mistos, com análise documental de protocolos, planos curriculares e relatórios de estágio; aplicou-se um questionário Likert de cinco pontos a 20 supervisores; e analisaram-se narrativas de gestores, docentes e responsáveis institucionais por categorias temáticas. Resultados: o domínio teórico (M = 3,8; DP = 0,6) e a ética/trabalho em equipa (M = 3,5; DP = 0,5) obtiveram as melhores avaliações, enquanto a resolução de problemas (M = 2,9; DP = 0,8) e a literacia digital (M = 2,7; DP = 0,9) revelaram as maiores lacunas. O instrumento apresentou consistência interna de α = 0,87. As narrativas indicaram preferência por co-tutoria de estágios e participação empresarial na revisão curricular. Implicações: recomenda-se um modelo Dual-Simulado, articulando alinhamento construtivo, aprendizagem baseada em problemas e governação pela Tripla Hélice. Originalidade: o estudo integra evidências de parceiros empresariais numa proposta curricular contextualizada para o ensino politécnico angolano. Limitações relativas à composição da amostra qualitativa e à validação das referências exigem prudência na generalização.
Palavras-chave: empregabilidade; ensino superior; reforma curricular; competências; parceria universidade-empresa.
Téléchargements
Références
Bardin, L. (2022). Análise de conteúdo. Edições 70.
Biggs, J., & Tang, C. (2011). Teaching for quality learning at university (4th ed.). Open University Press.
Carvalho, A. (2022). Ensino superior e relevância económica em Angola. Mayamba.
Dias, J., & Lopes, M. (2023). Competências e ensino superior na CPLP. Escolar Editora.
Etzkowitz, H., & Leydesdorff, L. (2000). The dynamics of innovation: From National Systems and “Mode 2” to a Triple Helix of university–industry–government relations. Research Policy, 29(2), 109–123. https://doi.org/10.1016/S0048-7333(99)00055-4
Gaspar, A., & Tavares, P. (2023). Protocolos de cooperação e empregabilidade em instituições politécnicas lusófonas. Revista de Educação e Trabalho, 15(2), 45–63.
Harvey, L. (2001). Defining and measuring employability. Quality in Higher Education, 7(2), 97–109. https://doi.org/10.1080/13538320120059990
Machingambi, S. (2020). Graduate employability in developing economies: Challenges and prospects. Journal of African Higher Education, 8(1), 55–72.
Melo, R. (2022). Capital humano e aprendizagem contínua. Livraria Universitária.
Ngonga, J. (2024). Empregabilidade e sector informal em Angola. Revista Angolana de Ciências Sociais, 11(3), 88–105.
Nhantumbo, A., & Muiambo, C. (2022). Formação profissional e empregabilidade na SADC. Revista Moçambicana de Educação, 9(1), 33–52.
Robles, M. (2024). Emotional intelligence and employability. African Journal of Management Studies, 12(4), 201–220.
Santos, H. (2021). Tripla Hélice e inovação em Angola. INEP.
Silva, P., & Francisco, J. (2025). Sobre-educação e empregabilidade em Angola. Revista de Estudos Económicos, 14(2), 77–95.
UNESCO. (2023). Digital literacy and employability in Africa. UNESCO.
Zau, J. (2020). Currículos e colonialidade no ensino superior angolano. Kilamba Press